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19 de agosto de 2009

Capítulo 10 - Testes

Quando abriram a porta, havia uma equipe de 10 pessoas esperando por elas - 2 pessoas para cada. Atrás havia uma série de aparelhos para exercícios, na verdade era uma academia gigantesca. A Dra. Parfield explicou o procedimento que seria feito no próximo momento e perguntou se elas tinham dúvidas, ao que as meninas negaram. A doutora então pediu que todas assinassem um termo de consentimento permitindo ao laboratório analisar todo o material colhido naquele momento. Todas leram e assinaram o documento. Cada uma das meninas foi examinada por uma equipe de médicos e fisioterapeutas para checar o estado físico delas. Teste ergométrico, exames de sangue e urina, teste psicotécnico, pressão arterial, entre outros, foram aplicados. Parecia que estavam se preparando para uma maratona...

Quando terminaram essa primeira parte, deram 5 minutos de descanso para as meninas enquanto a segunda parte do teste estava sendo preparada.

- Ai, eu não devia ter comido aquele bolo ontem... devia ter ouvido minha mãe e ido pra academia... – diz Sophie.

- Nesse ponto não posso reclamar, estou de dieta, acho que me saí bem nos testes – diz Amanda.

- Ai que mico, eu tinha que me estabanar na esteira! Vocês viram? – pergunta Rebecca.

- Eu quase caí também... fiquei tentando ler o que os médicos estavam anotando e registrando nos computadores – comenta Bianca.

- E você, Carrie, tudo bem? Porque as suas costas estavam doendo... – diz Rebecca.

- Tudo bem comigo, eu tenho minha resistência física sempre sob controle, estou acostumada a isso – responde Carrie, categórica, piscando para Amanda.

- Acostumada a sentir dor? - pergunta Bianca.

- Ou a malhar muito? – complementa Sophie.

- Acho que ela se refere a outro tipo de exercício físico, Sophie! – adiciona Amanda, com um sorriso de quem entende de tudo, ao mesmo tempo que cutuca Carrie nas costelas. – Mas acho que você entendeu do que ela está falando...

- Ah tá!!!!! – exclama Rebecca, rindo quando finalmente entendeu o sentido do comentário.

Sophie ficou vermelha e sorriu com o canto da boca. Nesse momento, elas foram chamadas para a segunda parte dos testes pela Dra. Parfield que consistiam em um mapeamento do cérebro em busca dos tais poderes que o Koosley mencionou depois da apresentação do vídeo.

- Olá novamente. Estamos analisando os resultados dos seus testes mas já posso adiantar que por enquanto os resultados estão nos mostrando o que já sabíamos. Estamos muito satisfeitos com estas respostas. Agora, a segunda parte dos testes será aplicada pela equipe do Koosley.

- Do Pato? Fudeu... – sussurra Carrie, quase que para si mesma.

- Será que ele sabe usar esses equipamentos? Não quero que meu cérebro vire mingau porque ele não sabe usar isso direito... – Bianca reclama.

- Sou muito nova pra morrer, cara! – exclama Sophie baixinho.

- Ai nãooooo, tô cansada... – resmunga Amanda e Rebecca concorda. As duas saem abraçadas em direção à outra sala, seguidas por Bianca, Sophie e Carrie.

Havia 5 macas ligadas a alguns monitores e 4 profissionais em cada estação esperando por elas. As 5 deitaram e foram instalados eletrodos em suas cabeças e pelo corpo, todos monitorando os sinais vitais e mais alguns detalhes que não conseguiam entender ou identificar (no caso de Bianca, que visivelmente tinha muito mais conhecimento desse assunto que as outras garotas).

- Vocês estão bem? – pergunta Koosley às garotas, que assentem com a cabeça em resposta. – Podemos começar os testes? – elas assentem novamente.

Os testes começam. É injetado uma mistura de soro glicosado com dopamina para que a mente delas fique propícia à série de imagens que serão exibidas. A intenção é que estas imagens desencadeiem uma série de reações químicas no cérebro e a “capa” que protege os supostos poderes seja desfeita, dando assim início ao processo de desenvolvimento dos mesmos.

“Tudo está correndo como o previsto” pensa Koosley, satisfeito, apoiando-se numa das bancadas de controle. Neste momento, um alarme estridente começa a soar e a equipe entra em desespero! Koosley fica assustado e corre em direção à porta, tentando sair do caminho. O chefe da equipe grita:

- O que está acontecendo? Minha nossa, olhem os batimentos cardíacos delas! Elas vão fritar!!!

Os monitores apitavam enlouquecidos e a equipe trabalhava incessantemente tentando descobrir o que estava acontecendo. Um dos membros da equipe exclama:

- Algo aconteceu com a mistura de dopamina com soro glicosado! Está totalmente desregulada, elas vão explodir! – E corre em direção à bancada de controle, revertendo o processo de inversão da mistura.

Neste momento, os corações das 5 garotas pára. Simplesmente pára! As equipes pareciam não acreditar no que estava ocorrendo!

- Peguem o desfibrilador! AGORA! – grita o chefe da equipe.

As 5 equipes começam a trabalhar nas 5 garotas e vários choques são disparados, numa tentativa de ressucitá-las. Koosley estava grudado na porta de vidro, os olhos arregalados e a boca aberta, sem entender o que estava ocorrendo. Será que isso tudo tinha sido culpa dele? Será que ele acabara de causar a morte das 5 pessoas que ele tanto procurou?

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